26 de maio de 2016

Empadas de Farinha de Castanha com Bacon e Cogumelos

Yum
“A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.” (Aristóteles)



É assim que a Amálgama começa a sua apresentação.

A Amálgama é um projeto 100% português, com o qual criei uma empatia muito grande desde o primeiro contato, e que hoje gostava de vos convidar a conhecer. Um projeto cheio de alma, garra, dedicação e paixão.


Este projeto nasceu da necessidade de um casal em se manter junto. Ele, o André, licenciado em Educação Física e Desporto e mestrado em Jogos Desportivos Coletivos e ela, a Sílvia, licenciada em Psicologia e com mestrado em Psicologia da Educação, firmes na decisão que não iriam deixar que as suas carreiras profissionais os colocasse na situação de um estar em “cascos de rolha” e o outro em “para lá do sol-posto”, decidiram criar o seu próprio negócio aproveitando um recurso de família: vários soutos, numa das melhores regiões do mundo para o crescimento da castanha sativa.
Fortemente apoiados pela família e com a orientação do gabinete de empreendedorismo da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, em 2015 criaram a Amálgama, que tem como missão a transformação da castanha, e conta com a parceria de produtores com profundo conhecimento deste fruto tão português.
Um dos produtos que comercializam é a farinha de castanha, um produto de elevada qualidade, que tem como matéria-prima castanhas de Trás-os-Montes mais propriamente do concelho de Vinhais (Terra Fria). A Castanha Moída é nutricionalmente rica, podendo ser uma fonte de fibras, vitaminas e sais minerais para a ingestão das doses diárias recomendadas destes nutrientes.




A farinha de castanha e as suas possíveis aplicações ainda não são muito conhecidas pela generalidade da população, por isso a Amálgama criou um espaço com um conceito muito próprio, que ajuda a divulgar não só o seu próprio produto (história, propriedades, benefícios, aplicações…) como outros produtos de origem portuguesa. E é nessa dinâmica que pretendem sensibilizar a população para os benefícios de produtos à base de castanha e criar sinergias com outros produtores/empresários/artesãos, valorizando diversos recursos do nosso país.




Apesar da castanha moída ser considerada um alimento com elevada carga calórica, esta não deve ser uma opção a descartar pelos que pretendem emagrecer, pelo contrário, pois é constituída por moléculas complexas que são lentamente digeridas pelo organismo permitindo assim manter o nível de saciedade por mais tempo.
A castanha não tem glúten, e uma vez que farinha de castanha Amálgama é 100% castanha seca, é igualmente isenta de glúten, sendo assim apta para celíacos.

Convido-vos agora a visitarem a Amálgama, nas suas instalações físicas em Vila Nova de Famalicão ou a passearem virtualmente pelo seu espaço no facebook (www.facebook.com/lojaamalgama), e a ajudarem a Sílvia e o André a realizar o seu sonho, divulgando o seu projeto, promovendo assim a nossa cultura e o empreendedorismo.

Tive o privilégio de ser convidada pela Amálgama a experimentar a sua farinha de castanha, e a usá-la numa receita, promovendo assim a sua utilização. O convite foi prontamente aceite como podem imaginar. Além de ser uma fã assumidíssima de castanha, poder usar farinha de castanha portuguesa foi um prazer em todos os sentidos.

Obrigado Amálgama pelo convite e pelo voto de confiança!


Empadas de Farinha de Castanha com Bacon e Cogumelos




Ingredientes (6 und.):
Massa
100g de Farinha de Castanha Amálgama
80g de Amido de Milho
1 c. chá de Fermento Químico
90g de Margarina, à temperatura ambiente
50ml de Água, à temperatura ambiente
1 Ovo, à temperatura ambiente
1 pitada de Sal Fino
Recheio
100g de Bacon, cortado em cubos pequenos
150g de Cogumelos
1 Cebola pequena, picada
Sementes de Erva-doce



Preparação:
Massa
Numa taça junte a farinha de castanha, o amido de milho, o sal e o fermento químico. Junte a margarina, e bata com uma batedeira até que esteja com a aparência de areia grossa.
Junte de seguida a gema do ovo e a água, amassando só o necessário para ligar a massa e fazer uma bola. Se achar necessário junte um pouco mais de farinha.
Deixe repousar 30 minutos, no frigorífico, antes de usar.

Notas: Esta massa fica mole, mas não deve ficar muito mole; devem conseguir obter uma consistência que permita o seu manuseamento, e que ao tocar com as mãos levemente enfarinhadas ela não fica agarrada às mãos. Esta massa, pelo facto das farinhas utilizadas não terem glúten, tem um comportamento completamente diferente da tradicional massa quebrada que usamos nas empadas; esta não é elástica e é muito frágil, pelo que deve ser manuseada com muito cuidado; na altura de estender deve-se salpicar abundantemente a mesa de trabalho com farinha para facilitar a tarefa de estender e cortar.
Existe um aditivo natural sem glúten que melhora a consistência deste tipo de massas, o Goma Xantana, que deve ser usado na proporção de ½ a 1 colher de chá por cada chávena de farinha usada. Este aditivo vai permitir que as farinhas sem glúten tenham características semelhantes às de mistura com glúten fazendo com que seja possível conservar os gases resultantes da fermentação, evitando o “esfarelar” e dando elasticidade.



Recheio
Numa frigideira coloque o bacon e leve ao lume. Deixe cozinhar até que o bacon fique dourado e liberte alguma da sua gordura. Durante esta fase é aconselhável que use uma rede anti salpicos.
Junte a cebola, e deixe cozinhar até que esta fique translúcida.
Adicione os cogumelos, previamente lavados, sem pé, e fatiados finamente. Deixe cozinhar até que estejam tenros, e tenha evaporado a maior parte da água que libertam. Tempere com pimenta acabada de moer e retire do lume. Reserve até que arrefeça.

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte levemente 6 formas de pastéis.
Numa superfície generosamente enfarinhada, estique a massa até obter uma espessura de cerca de 4 a 5mm – a massa não deve ficar muito fina caso contrário não vai conseguir trabalhá-la - e corte 12 discos. (eu cortei 6 discos maiores que as formas, e depois 6 mais pequenos para servir de tampa e poder fechar as empadas)
Forre as formas de pastéis com os 6 discos de massa maiores.
Distribua o recheio pelas formas e tape com os 6 discos mais pequenos de massa, enrolando gentilmente os bordos para que os discos de massa se colem.
Se quiser, com as aparas que sobram da massa, corte pequenas folhas e decore as empadas.
Pincele as empadas com a clara do ovo, salpique com algumas (poucas) sementes de erva-doce, e leve ao forno, até que a massa esteja cozida e levemente douradinha, o que deve demorar cerca de 25 a 30 minutos.



Bom apetite!

9 comentários:

  1. Em primeiro lugar deixa-me dizer-te que ADORO a divulgação que normalmente fazes daquilo que é tão nosso, dos bons produtos portugueses que temos, a forma como o fazes é sempre apetecível e nunca soa a "ensaboadela" ou "pagaram-me para dizer isto", pelo contrário, causa interesse e curiosidade em quem lê - e olha que eu abominooooo castanhas!! Depois, adoro também a forma como divulgas produtores "mais pequenos", mais artesanais, em vez do muito que eu por aí encontro a cantarem os louvores a grandes empresas do nosso mercado que francamente deixam TUDO a desejar, e onde os posts desses blogs que as endeusam soam todos a falsidade, porque eu já lá estive, nesses sitios dessas empresas e conheço bem as condições deploráveis em que os produtos estão e se formos falar em termos de condições de trabalho e tratamento humano, bom... por fim, estas imagens!!! O raio das empadas têm mesmo um bom aspecto de me dar água na boca, as fotos estão tão lindas, o styling tão lindo, tudo tão evocativo, quente, homely!! Amei este post, prontes!!
    https://bloglairdutemps.blogspot.pt/

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    1. Querida Miranda,

      fiquei tão feliz ao ler o teu comentário! O espírito e a intenção com que faço estas divulgações é exatamente o que comentas. Felizmente tenho tido a grata sorte de ser convidada a divulgar projetos de me tocam de alguma forma, e fico muito feliz que isso transpareça nas minhas publicações.
      Eu, ao contrário de ti ADORO castanhas, e quando recebi o convite da Sílvia fiquei super entusiasmada, e depois de saber a história e como criaram a Amálgama criei ainda mais empatia.

      Estas empadas são deliciosas, e gostei bastante do resultado final da massa, embora ache que ainda há espaço a melhoramentos :) Mas isso só torna as coisas ainda mais interessantes :)
      Mais receitinhas virão com esta nutritiva e especial farinha!

      Beijocas enormes
      Marta

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  2. Adoro empresas assim pequeninas mas cheias de valor! É mais uma prova daquilo que estou sempre a dizer, Portugal tem produtos de grande qualidade! Quanto à farinha, adorei, parece bem fininha! Nada tem a ver com a que fazemos em casa e nas receitas certamente fará toda a diferença! Comia logo duas empadas de uma vez! Lambona que sou! Beijinhos

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    1. Eu admiro e respeito muito projetos baseados em paixão e dedicação acima de tudo. É o caso deste.
      Esta farinha é a melhor que já experimentei. Sem dúvida a mais bem processada, o que faz toda a diferença.
      Leva duas sim! :D
      Beijocas

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  3. Querida Marta,
    Li este post ontem, mas como não liguei o PC, não deu para comentar.
    Olha, concordo em pleno com a Miranda. A dedicação e ternura que pões nestes posts "patrocinados", salta à vista e deixa-nos a suspirar por esses produtos.
    Acredita que, se aí estivesse, iria já consumir esta farinha de castanha que utilizaste, pois, por sinal, adoro farinha de castanha e tudo o que leve castanhas, excepto castanha assada daquelas que se vendem na rua.
    Tenho cá em casa a farinha (não essa marca, infelizmente), mas fiquei cheia de vontade de experimentar estas empadas dos Deuses!!
    Um beijinho e bom fim de semana linda,
    Lia

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    1. Que bom Lia receber este feedback da vossa parte, é muito importante para mim.
      A Amálgama é efetivamente um projeto cheio de valor, e que só precisa de uns pequeninos "empurrões" para se destacar. A qualidade dos seus produtos fará depois o restante trabalho.

      Também já tinha experimentado outras marcas, mas eu preferi claramente esta. É mais fininha e não tem tendência para ganhar grumos. A melhor que já experimentei sem dúvida.
      Se puderes experimentar as empadas... gostava de receber o teu feedback sobre elas, e sobre a massa... :) ainda gostava de lhe dar mais umas "afinações" :)

      Beijinho linda

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  4. Marta, Já tinha lido mas só hoje tenho tempo para te deixar uma mensagem. Estou com a Lia e a Miranda, fiquei cheia de vontade de experimentar esta receita e a farinha!
    Passaste tao bem a ideia e paixao desta empresa, do seu sonho e vontade de construir algo deles e que é ao mesmo tempo novo e tradicional.
    Gosto tb mt do teu interesse e cuidado na forma como descreves e dás a conhecer a Amálgama, porque de facto transparece o teu carinho pelo projecto. Estou tao farta de blogues que publicitam tudo de qq maneira, em vez de escolherem alguns produtos com qualidade e que de facto merecem ser divulgados!
    Aqui nem por sombras encontro este tipo de farinha e tenho pena porque como sabes tenho experimentado com farinhas alternativas e sem glúten.
    Vamos ver se compro qd for a Portugal.
    um grande beijinho e bom fim de semana :)


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    1. minha padeirinha, que bom que consegui passar para vocês toda a minha empatia e carinho pela Amálgama. Que bom mesmo! Tudo o que foi escrito foi sentido. E fico muito contente que vocês tenham gostado do projeto e da farinha!!

      Beijocas enormes!

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  5. O projeto nasceu por razões muito válidas e tem muito potencial, como mostra a tua receita! Fiquei a salivar com essas empadas :)

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