Intrusa na Cozinha
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Petiscamos?





Ingredientes (12 und.):
Massa Quebrada
250g de Farinha de Trigo
1 c. chá de Fermento Químico
125g de Margarina, cortada em pedaços
1 Ovo, gema e clara separada
2 a 3 c. sopa de Água Quente
1 pitada de Sal Fino
Recheio
1 Cebola, picada
2 dente de Alho, picados
1 c. sopa de Azeite
200g de Coelho, cozinhado e desfiado (usei sobras de coelho guisado)
75g de Ervilhas, cozidas
1 raminho de Tomilho-limão (só as folhinhas)
Um pouco de molho da carne, ou Caldo de Carne – cerca de 50ml
Sal e Pimenta, se necessário


Preparação:
Massa
Peneire a farinha, o sal e o fermento para dentro de uma tigela, junte a margarina, e com as pontas dos dedos esfarele-a com a farinha, até que esteja com a aparência de areia grossa.
Junte de seguida a gema do ovo e 2 colheres de sopa de água quente, amassando só o necessário para ligar a massa e fazer uma bola. Se achar necessário junte um pouco mais de água.
Deixe repousar 30 minutos antes de usar.

Recheio
Num tachinho coloque o azeite, a cebola e os alhos, e deixe refogar até que a cebola fique translúcida. Acrescente o coelho, as ervilhas, as folhinhas de tomilho e o caldo, e envolva tudo muito bem. Retifique os temperos se necessário. Retire do lume e deixe arrefecer.

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte levemente 12 formas de queques.
Numa superfície ligeiramente enfarinhada, estique a massa muito fina (o mais  que conseguir), e corte 24 discos.
Forre as formas de queques com 12 discos de massa. Distribua o recheio pelas formas e tape com os restantes discos de massa, pressionando os bordos para que os discos de massa se colem.
Se quiser, com as aparas que sobram da massa, corte pequenas flores e folhas e decore as empadas.
Pincele as empadas com a clara do ovo, e leve ao forno, até que a massa esteja douradinha, o que deve demorar cerca de 20 a 25 minutos.


Bom apetite!







Uma entrada bem primaveril e saudável, que se prepara em 5 minutos!!

Ainda a tempo do almoço?




Ingredientes:
Pão tipo Baguete
Ervilhas, cozidas
Queijo Quark
Flor de Sal
Pimenta acabada de moer
Folhas de Hortelã q.b.

Preparação:
Corte o pão em fatias e torre-as ligeiramente.
Barre as fatias com queijo quark e distribua ervilhas no topo.
Salpique levemente com flor de sal e pimenta acabada de moer.
Sirva cada crostini com algumas folhas de hortelã.


Bom Apetite!



Chegou a primavera. Finalmente. Meio envergonhada é certo, parece que a meteorologia ainda não se deu conta, mas o calendário e a natureza não desmentem.

Decerto haverá poucas pessoas que não gostam da primavera. Tirando a parte dos espirros, dos olhos lacrimejantes e da congestão nasal, é uma estação que me faz sentir bem. O sol moderado, as temperaturas amenas, o chilrear dos pássaros, a explosão de cores nos campos, os frutos, os vegetais de época….As tardes de esplanada com uma boa companhia e um bom petisco….

É o renovar de um ciclo.

E com a primavera também o meu blogue inicia um novo ciclo. Decidi criar uma rúbrica… não sei se será esta a melhor palavra para o definir, mas passo a explicar: todos os meses irei escolher preferencialmente um vegetal ou fruto, de época, e dedicar a maioria das publicações a esse ingrediente.

E gostaria de vos convidar a juntarem-se a mim e a trazerem uma receita, talvez aquela que tantas vezes tem ficado em lista de espera, ou aquela que repetem vezes sem conta nas vossas cozinhas sem que lhe tivessem dado o devido destaque, ou a outra que é de família, a que tem um segredo, aquela que desperta memórias…. O que quiserem. Gostava muito que nos pudéssemos reunir todos numa mesa recheada de receitas deliciosas!

Aceitam?


O primeiro vegetal que escolho é a ervilha, que tem o seu tempo de colheita agora.



Amadas ou odiadas pelo seu sabor e textura, as ervilhas podem ser, além de um complemento de sabor para o prato, uma bomba de benefícios para a saúde. Ricas em sais minerais como o cobre, o cálcio, o potássio, o fósforo, o enxofre e o ferro, as ervilhas possuem ainda vitaminas K, E, A, B e C.

De fácil digestão, o grande trunfo destas pequenas leguminosas está na sua riqueza em proteínas. Como todas as sementes, as ervilhas transbordam ácidos nucleicos, umas moléculas que atuam como rejuvenescedores naturais.



Encontramos com maior facilidade dois tipos de ervilhas: a ervilha-torta ou de quebrar, sendo utilizado o grão e a vagem, e também a ervilha de debulhar, que como o nome indica, apenas se consome o grão.




Á ervilha de quebrar, uma vez que é consumida com a vagem, deve retirar-se-lhe as pontas e o fio. Pode ser usada para guisar ou cozer.

A ervilha em grão, depois de retirada da vagem, pode ser usada em sopas e purés, cozida como acompanhamento de carne ou peixe, integrando pratos como a jardineira, o arroz de ervilhas ou desempenhando o papel principal, como nas ervilhas guisadas com ovos escalfados.
Apesar de ser um vegetal cujo período de colheita é muito curto, a ervilha de debulhar pode ser consumida durante todo o ano, pois facilmente se encontra congelada ou enlatada.

Já a ervilha torta não se conserva bem congelada ou enlatada, pelo que deve ser sempre consumida fresca.

De forma a evitar a perda da maior parte das suas vitaminas, aconselha-se uma cozedura rápida, de apenas 5 a 8 minutos, ou preferencialmente ao vapor.

E agora boas receitas!



Nota: Se se quiserem juntar a mim, basta que deixem o link da vossa receita nos comentários desta publicação.
Se não tiverem blogue podem enviar-me um mail com a receita e uma foto e eu farei a sua publicação, com os devidos créditos.


Fontes:
http://www.remedio-caseiro.com/beneficios-e-propriedades-da-ervilha/
http://www.vaqueiro.pt/ajuda-na-cozinha/ingredientes/ervilhas




Esquecidos por muitos vão certamente os tempos em que era tradição em Alenquer, na semana santa, fazer e comer arroz de castanhas piladas.

Tão esquecidos, que eu não tenho memória desses tempos.

Embora ainda haja algumas famílias e restaurantes da zona que tentam recuperar esta tradição, o facto é que cada vez menos são as pessoas que conhecem e que fazem a receita.

Para isso também contribuirá seguramente o facto de quase já não se conseguir encontrar castanhas piladas à venda. Encontrá-las é quase como que encontrar um tesouro.

Lembro-me bem de a minha tia as ter, como tinha tantos outros frutos secos. E mesmo quem não as fazia tinha a facilidade de encontrá-las à venda nas feiras, ou nas mercearias.

Além de usada em variadas receitas salgadas ou doces, a castanha pilada era também comida como se de um rebuçado se tratasse. Um rebuçado precioso. Punha-se na boca, e depois, lentamente ia-se deixando que a castanha se fosse hidratando, até que se desfazia e libertava todo o seu sabor. Um sabor único. Disso sim tenho memórias! Memórias de miúda!

São as memórias que me dão mais prazer na arte da culinária. Aquele sabor, aquele aroma, aquele determinado ritual à volta de uma determinada receita, e as lembranças afloram. Lembramos locais, pessoas e momentos especiais….. e isso é o mais delicioso de tudo.

Na tentativa de avivar memórias, e contribuir para que esta receita e tradição não se percam, trago-vos o arroz de castanhas piladas.

Importa lembrar que, num contributo histórico, que “em várias localidades da região oeste o arroz de castanha pilada era um prato recorrente durante a semana santa – “quinta-feira santa, sexta-feira de paixão, sábado de aleluia e domingo de ressurreição” – principalmente na quinta-feira e na sexta-feira, altura em que se fazia um jejum mais rigoroso e não se comia qualquer tipo de carne. Nesses dias era habitual as famílias comprarem nas mercearias locais um pacote de castanha pilada (castanha descascada e seca) para confecionarem este prato que era servido como refeição principal e não como sobremesa. Vários relatos referem que na quinta-feira e sexta-feira santas o arroz de castanha pilada era “comido até se ficar enjoado, não se comia mais nada nesses dias”. Em relação à receita atual, alguns testemunhos referem que antigamente o prato era confecionado apenas com água, sem leite e com menos açúcar.” – Texto in Memoriaimaterial Saberes e Sabores Tradicionais

Importa salientar que a elaboração desta receita só foi possível com o contributo da Sweet Castanea, que acredita que a castanha pilada continua a ter o seu espaço, e apostou na sua comercialização. Um bem-haja.

E para os que tiverem curiosidade e queiram (re)avivar memórias, vejam este vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=K-XJLHZd-3o
Não se vão arrepender. Garanto.





Ingredientes:
1kg de Castanha Pilada Sweet Castanea
1kg de Arroz Carolino Pato Real
1Lt de Leite
4 Paus de Canela
800g de Açúcar
125g de Manteiga
Sal q.b.
Canela em Pó para decorar

Nota: As quantidades apresentadas estão tal qual a receita original que encontrei, e que a ser usada como refeição principal durante a semana santa não são quantidades exageradas; contundo, e uma vez que não usei a receita para esse fim, tive necessidade de adaptar as quantidades. Neste caso usei 200g de Castanha Pilada Sweet Castanea, e ajustei os restantes ingredientes.

Modo de preparação:
Deixe as castanhas piladas de molho de um dia para o outro.
No dia seguinte, coza as castanhas com um pouco de sal.
Quando a cozedura estiver concluída escorra as castanhas e reserve a água. Junte a água das castanhas a um pouco de água quente que vai servir para cozer o arroz.
Quando o arroz estiver meio cozido e com pouca água junte o leite e os paus de canela, e deixe acabar de cozer.
Quando o arroz estiver bem cozido junte o açúcar, mexa e junte a manteiga e a castanha cozida. Deixe um pouco mais ao lume, sem que deixe secar.
Retire do lume e deixe repousar alguns minutos.
Distribua por pequenos recipientes e enfeite com canela em pó.


Nota: O açúcar só deve ser colocado depois do arroz estar bem cozido porque senão encrua o arroz.
Hoje a receita vem de uma forma muito especial!

Eu e o meu filho mais velho juntámo-nos e decidimos trazer-vos esta receita em formato de vídeo…

São 10 minutos, que vos convidamos a ver de forma divertida.

Não somos profissionais, nem temos aspirações a isso. Por isso assistam ao vídeo de mente aberta, e perdoem-nos um monte de coisas que estão menos bem!

Divertimo-nos IMENSO a fazer este vídeo, e esperamos que vocês acabem de sorriso aberto quando o terminarem de ver. É essa a nossa esperança J

Desejamos-vos uma Feliz Páscoa, e divirtam-se muito junto da vossa família e amigos. Um bem-haja a todos quantos por aqui passam.




Ingredientes (cerca de 60 unid.):
470g de Farinha de Trigo, e mais um pouco para polvilhar
1 c. chá de Fermento Químico
½ c. chá de Sal
250g de Manteiga sem Sal, à temperatura ambiente
1 Ovo grande, à temperatura ambiente
2 c. chá de Essência de Baunilha
1 c. sopa de Iogurte Natural, sem açúcar



Preparação:
Num recipiente misture a farinha, o fermento e o sal. Noutro recipiente bata a manteiga e o açúcar com a batedeira, a uma velocidade média-alta, durante 2 a 3 minutos, até obter uma mistura leve e macia.

Adicione o ovo e a essência de baunilha e bata devagar até o ovo ficar bem misturado.
Comece por juntar 1/3 da farinha e misture com uma colher de pau, até ficar quase incorporado. Junte a segunda e a terceira parte de farinha, seguindo o mesmo método. Por último junte o iogurte e envolva bem.

Retire a massa da taça e envolva-a em pelicula aderente. Leve ao frigorífico pelo menos 1 hora, ou idealmente de um dia para o outro.




Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Numa bancada polvilhada de farinha, estenda a massa até ficar com uma espessura de 3 a 4mm.
Usando um corta-massas (da forma desejada) corte as bolachinhas e coloque-as num tabuleiro previamente forrado com papel vegetal ou folha de silicone, separadas por cerca de 2cm entre si. Reúna os restos de massa, estenda-a novamente e corte mais bolachas.

Leve as bolachas ao forno por cerca de 10 a 15 minutos, ou até que o contorno comece a ficar ligeiramente dourado, mas sem que a parte de cima ganhe cor.
Deixe-as arrefecer no tabuleiro por cerca de 5 minutos. Usando uma espátula de metal, transfira-as para uma rede e deixe arrefecer por completo.


Fonte: A Arte das Bolachas by Shelly Kaldunski



No dia 22 de março é celebrado anualmente o Dia Mundial da Água.
A celebração da data visa alertar consciências e discutir os temas relacionados com este bem essencial da natureza, bem como promover a consciencialização sobre a necessidade urgente necessidade de preservação e poupança deste recurso natural tão valioso.

Todos nós devemos refletir sobre a importância deste recurso e o que fazemos diariamente para usá-lo de forma racional e sustentável.

Celebremos este dia, de forma consciente e valorizando a importância deste bem natural!





Água com Limão e Tomilho

Num jarro junte limão cortado às rodelas e tomilho-limão a gosto.
Desfrute!





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Acerca de Mim

Acerca de Mim
O Intrusa na Cozinha foi criado em 2010, com o humilde propósito de registar e fotografar as receitas que eu cuidadosamente preparava para minha família e amigos. Porém, rapidamente se tornou uma parte muito importante da minha vida, onde diariamente aprimoro a minha paixão pela fotografia culinária e food styling.

Desafio Culinário #oingredientedomes

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