Intrusa na Cozinha
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Foi em 2012 que fiz pela primeira vez Geleia de Romã, e desde essa altura que faço todos os anos, sem exceção.

Desta vez decidi dar-lhe um “twist” simples, mas que lhe confere mais alguns sabores e que fica muito bem também.

É um doce muito simples de fazer e que tem muitas aplicações, sejam em receitas salgadas ou doces.

Deixo-vos algumas sugestões no final da receita.

 

Vamos lá então!

 





Filhoses, cuscurões, arroz doce, pudim de ovos, Bolo Rei...existe um sem fim de doçaria que gostamos de trazer à nossa mesa por estes dias. Algumas sugestões mais tradicionais, outras menos, mas todas com o proposito de alegrar as nossas mesas e os nossos olhos :) 

Esta sugestão do chefe Hernani Ermida, alia a tradição à originalidade, não vos parece?Digo-vos que estas filhoses são viciantes, muito saborosas e que desaparecem num piscar de olhos. E sabem o melhor? Sâo tão fáceis de fazer!




 

Um gelado cremoso sabe sempre bem, mas sabe ainda melhor se o dia for ameno e com um solinho que nos faz sentir muito bem, como foi o dia de hoje.

Esta receita é uma daquelas que podemos fazer de manhã para desfrutar ao almoço. Simples, rápida e deliciosa.



 A receita de hoje é uma simples e elegante Panna Cotta de Romã.

Chamar a este doce Panna Cotta não é muito correto, uma vez que nesta receita não cozemos as natas, aliás nem existem natas na sua composição...mas como a sua consistência, o seu sabor pouco doce e a textura são muito próximas dessa sobremesa, decidi dar-lhe esse nome. Se colocarem menos quantidade de gelatina, a sua consistência aproxima-se mais à de uma mousse. Eu claramente prefiro-a assim, mais firme e pouco doce, a fazer lembrar uma panna cotta. 

A romã é dos meus frutos preferidos do outono. Adoro a sua cor, a textura e o sabor.

Esta receita foi feita para participar num desafio que há muito tinha vontade de me poder envolver... é o desafio da Lucia Marecak, no qual ela partilha dicas de fotografia.

O desafio deste mês aprendemos a interpretar e usar o esquema de cores na combinação e criação das nossas composições.

Além da receita, partilho convosco 4 composições diferente onde tentei usar 4 padrões diferentes.

O desafio que deixo aqui é, visitem também o site da Lucia, e se eu consegui aprender a interpretar e aplicar alguns dos possíveis esquemas, vocês poderão identificar alguns nas fotos que aqui partilho. Vamos a isso?   😊  No final do post encontram um esquema


Qual é que gostam mais?






 

 Ingredientes:

120ml +50ml de Água

2 chávenas de Bagos de Romã

250g de Iogurte Grego Natural

1 c. café de Extrato de Baunilha

12g de Gelatina em Folha

4 c. sopa de Açúcar

Bagos de Romã e Folhas de Hortelã para decorar

 

Preparação: 

Coloque as folhas de gelatina a hidratar em água bem fria.

Coloque os bagos de romã, com os 120ml de água, num processador de alimentos e processe alguns segundos. Passe o suco por um passador de malha fina e reserve.

Numa taça coloque o iogurte, o extrato de baunilha e o açúcar. Envolva a mistura até obter uma textura lisa e cremosa. Adicione o sumo de romã e envolva de novo.

Aqueça os 50ml de água até ao ponto de quase fervura (mas sem deixar ferver) e junte as folhas de gelatinas bem espremidas. Mexa rapidamente até a gelatina dissolver por completo. Deixe amornar um pouco, mas não mais que um minuto ou dois.

Adicione a gelatina em fio à mistura de iogurte e romã e envolva bem.

Distribua a mistura por tacinhas e leve a refrigerar, de preferência de um dia para o outro, ou por pelo menos 3-4 horas.

Antes de servir decore com uns bagos de romã e umas folhas de hortelã.




-------------






Vou começar por vos dizer que se desfazem na boca; que têm a quantidade certa de doce e a textura ideal, que são deliciosas.  São as Cavacas de Pinhel.  



A primeira vez que provei as Cavacas de Pinhel foi quando participei na Feira da Castanheira de Trancoso e fui apresentada à D. Conceição, não só uma talentosa doceira como uma pessoa deveras especial, pela qual é impossível não sentir uma empatia imediata e uma profunda admiração. Ela emana uma alegria de vida contagiante!  E sempre que penso ou que falo com ela é inevitável não sentir um privilégio de a ter conhecido. A ela e ao Sr. Francisco, o seu companheiro de vida e de trabalho. Os dois, há mais de 30 anos confecionam e dão forma a estas famosas, gigantes e viciantes Cavacas.



Estes bolos, feitos com ovos frescos, farinha, açúcar e um preparado “que é segredo”, são colocados numa pequena forma e, uma vez no forno, a massa cresce e forma uma espécie de pinha que depois é “pintada” com um preparado branco de claras pasteurizadas.
E como diz o velho ditado “são de comer e chorar por mais”.

Quando há dias vi um post de Facebook onde a D. Conceição referia que enviava os seus doces para todo o país, achei que seria o momento e o presente certo para surpreender os meus colegas de trabalho. E assim foi. Todos adoraram e já vem uma segunda fornada a caminho 😊

Para quem ainda não conhece este bolo tradicional português, espero que vos tenha aguçado a curiosidade o suficiente para o irem descobrir. Mas quem já o conhece, não se esqueçam de “matar saudades”. A D. Conceição espera pela vossa visita em Pinhel ou pelo vosso telefonema. As vossas cavacas estão à distância de um clique 😊

Desfrutem deste bolo e ajudem a divulgar este produto português.
Visitem e partilhem a página de Facebook das Cavacas de Pinhel e façam as vossas encomendas através do 964 864 387

Se quiserem ver o processo de fabrico, vejam este pequeno vídeo da confeção das Cavacas de Pinhel:




Não sou uma “Ice Cream Lover”, nunca fui, mas de vez em quando sabe muito bem desfrutar de uma bola de gelado cremosa e bem refrescante.  São os de nata que mais me satisfazem. Cremosos, densos, decadentes, ricos em sabor. Costumo ser muito clássica nos sabores elheitos… gosto de me manter pelos tradicionais sabores a morango, baunilha, limão….o chocolate vem bem no fundo da lista 😊     mas aqui há dias passei por uma foto de um gelado de pistachio e a sua cor, o seu vibrante verde, prendeu de tal maneira o meu olhar, a minha gula, que não descansei enquanto não fiz um.
Não segui receita nenhuma em especial, misturei umas quantas, e acabei numa versão que achei que me poderia satisfazer. Fugi dos que incluem ovos na sua confeção, e mantive-me pelas natas e leite.
A cor…bom a cor é outro tema interessante. Na maioria das receitas que têm uma cor verde viva, deslumbrante e que nos prende o olhar, acrescem corante seja em verde líquido ou em pó. Eu optei por usar o pó de matcha, que me pareceu uma solução mais eficaz e saudável.  No entanto a quantidade que usei foi muito reduzida em relação à maioria das receitas e das quantidades descritas em outras receitas, porque quando acabei de misturar os pistachios ao creme de natas, a cor obtida já era de um maravilhoso verde claro. Por isso a quantidade de corante a colocar é mesmo uma escolha pessoal.
Outra questão é os pistachios a usar. Eu usei torrados e sem sal, descascados e retirei o máximo que consegui da pele seca; mas podem obviamente usar com sal, até acho que vai realçar o sabor.
O sabor esse, é muito bom. Por aqui foi mesmo um sucesso, de tal forma que até o meu filho mais velho, que ainda consegue ser clássico que eu, gostou, repetiu e ficou fã.   It’s a winner!
Esta não é seguramente a versão mais saudável, nem pretende ser, mas facilmente e com poucas alterações podem adaptá-lo às vossas necessidades/opções alimentares. O leite pode ser substituído por bebida vegetal e as natas por leite creme de coco por exemplo. Sejam criativos, mas não deixem de o experimentar 😊

Espero que gostem e viva o verão e a sua chegada.


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Acerca de Mim

Acerca de Mim
O Intrusa na Cozinha foi criado em 2010, com o humilde propósito de registar e fotografar as receitas que eu cuidadosamente preparava para minha família e amigos. Porém, rapidamente se tornou uma parte muito importante da minha vida, onde diariamente aprimoro a minha paixão pela fotografia culinária e food styling.

Desafio Culinário #oingredientedomes

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