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28 de fevereiro de 2016

Brooklyn Blackout Cake... e a luz da minha vida.

Vês aquela luz, lá bem em cima, no céu escuro?
Começou por ser um pontinho, fraquinho, pálido, sumido…
Hoje é forte, grande, e ilumina a minha noite com todo o esplendor da sua luminosidade….
És tu, minha estrelinha….
És forte. Bem mais forte do que pensas.
És grande. Um grande ser humano.
Irradias luz. Iluminas-me.
Minha estrelinha.



Espreita lá atrás….
Consegues ver a quantidade de coisas maravilhosas que já conseguiste nestes 15 anos?
O que já fizeste? Como cresceste? Como te tornaste num jovem lindo?
Consegues ver a quantidade de pessoas maravilhosas e generosas que passaram nestes anos na tua vida e que ajudaram a que tornasses num jovem extraordinário, e cujas vidas tu também, de alguma forma, tocaste e tornaste mais especial?
Meu jovem delicioso, sorri, e abraça o que de melhor há no que te rodeia, e nas pessoas que te apoiam todos os dias, incondicionalmente. Ostenta orgulhosamente as tuas vitórias, aprende com os teus fracassos, e avança.
Nunca percas a capacidade de descobrir, de te maravilhares. Nunca deixes de sorrir.
Mantém a perseverança destes últimos anos, mesmo nos dias mais difíceis e complicados. Promete-me. Em dia nenhum julgues que não consegues, que não és capaz.
Não existem impossíveis. Existem só algumas coisas difíceis e árduas de conseguir.
Acredita e faz acontecer.
Eu acredito em ti.
Dizer que tenho orgulho em ti é pouco. É muito mais que isso.
Dizer que te amo, é pouco. Não chega.
A palavra é pequena demais.
És um jovem extraordinário.
Admiro-te imenso.    My special one.



Brooklyn BlackOut Cake
Este bolo é um clássico americano, criado e popularizado em Brooklyn durante a II Grande Guerra Mundial, por uma famosa cadeia de panificação com várias lojas na cidade, a Ebinger's Bakery Company
O bairro do Brooklin, em Nova York, abrigava um dos mais importantes estaleiros da Marinha dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Por isso, era um alvo importante a ser destruído pela frota inimiga, que se guiava pela silhueta dos navios americanos marcada contra as luzes da cidade para bombardeá-los. Tentando dificultar esses ataques, a Defesa Civil desenvolveu os treinos de Blackout [apagões], cortando a energia dos bairros próximos e orientando a população a cobrir suas janelas com panos escuros. 
Foi nessa mesma época que a Ebinger's Bakery criou um bolo de chocolate de massa fofa e bem escura, recheada de pudim de chocolate [o que era um luxo na época, devido ao racionamento] e coberto por migalhas da própria massa, que recebeu o nome de Blackout Cake.
Este bolo é o segundo desafio lançado pela dupla Lia do Lemon & Vanilla e Susana do Basta Cheio, o Sweet World.
Desta vez, e tentando não ter outra saga como da do primeiro desafio deste projeto, decidi seguir à risca a receita proposta pela Susana. Só aumentei a quantidade de pudim, porque sou mesmo gulosa por cremes J
O bolo é maravilhoso. Como usei cacau sem açúcar ficou com a dose certa de açúcar, na opinião de todos os críticos amadores cá de casa. E mesmo para no-chocolate lovers, como eu, este bolo não nos deixa indiferentes. Sem dúvida uma receita a repetir em datas especiais, como foi este o caso, para celebrar o 15º aniversário do meu filhote mais velho.









Ingredientes (8/10 doses):
Pudim
100g de Açúcar Refinado
500ml de Leite, à temperatura ambiente
3 Gemas, à temperatura ambiente
3 c. sopa de Amido de Milho (Farinha Maizena©)
1 ½ c. sopa de Cacau Puro sem Açúcar (usei da Valor Chocolates©)
150g de Chocolate Negro (pelo menos 70% Cacau), partido em pedaços
1 pitada de Sal
1 c. chá de Extrato de Baunilha
Bolo
160g de Manteiga sem sal, cortada em cubinhos, à temperatura ambiente
220g de Açúcar Refinado
2 Ovos, grandes, à temperatura ambiente
1 c. chá de Extrato de Baunilha
260g de Farinha de Trigo
1 ½ c. chá de Fermento Químico
½ c. chá de Bicabornato de Sódio

½ c. chá de Sal
50g de Cacau Puro sem Açúcar (usei da Valor Chocolates©)
200ml de Leite, à temperatura ambiente
60ml de Café, forte








Preparação:
Comece por preparar o pudim que deverá ir ao frio no mínimo 4 horas, ou idealmente, de um dia para o outro. O importante é estar bem fresco e consistente quando o for usar.
Dilua metade do amido de milho numa colher de sopa de leite e junte às gemas. Mexa bem até obter um creme homogéneo e sem pedacinhos de amido visíveis. Reserve
Num tachinho junte o açúcar, o restante amido de milho, o cacau e o sal. Acrescente o leite e dilua tudo muito bem. Leve a lume médio até começar a ferver e a engrossar ligeiramente. Nessa altura reduza o lume para o mínimo.
Juntar uma colher sopa do preparado quente às gemas/amido e mexa bem para as destemperar. De seguida verta as gemas para o tacho mexendo sempre e deixe cozinhar cerca de 1 minuto, acrescentando de seguida o chocolate. Mexa bem até este se encontre totalmente derretido.
Retire do lume, acrescente o extrato de baunilha e transfira para um recipiente que possa ir ao frio. Deixe arrefecer um pouco, tape com película aderente, para não criar crosta, e leve ao frigorífico até ao momento de usar, no mínimo 4 horas.

Para a massa: Pré-aqueça o forno a 180ºC. 
Unte com manteiga e revesta o fundo com papel vegetal também untado, duas formas redondas com 18cm de diâmetro. Polvilhe ligeiramente com farinha e reserve (as receitas originais indicam forma de 20 cm, mas achei a medida 18cm a ideal).
Peneire os secos para um recipiente (cacau, farinha, fermento, bicarbonato de sódio e o sal).Reserve.
Bata a manteiga com o açúcar durante 4 a 5 minutos até obter um preparado fofo. Acrescente os ovos, um a um, batendo entre cada adição.
Com a batedeira a baixa velocidade, acrescente o leite misturado com o café e o extrato de baunilha, alternado com a mistura de secos, em várias vezes e sem bater demasiado.
Distribua a massa em quantidades iguais pelas duas formas, e leve ao forno cerca de 30-35 minutos. Atenção para não deixar cozer e secar demais. Verificar a cozedura com um palito e retire do forno.
Deixe arrefecer cerca de 10-15 minutos, desenforme, e deixe arrefecer por completo sobre uma grelha.
Montagem:
Estando os bolos completamente frios, corte cada um em duas partes iguais. No meu caso os altos que se formam nos topos do bolo foram suficientes para as migalhas de cobertura, pelo que, usei as 4 fatias na composição do bolo.
Se tal não acontecer,use 3 fatias para montar o bolo e a 4ª para triturar em migalhas finas para a camada de cobertura final.
Barre a fatia da base com pudim de chocolate. Coloque nova fatia por cima, volte a barrar com pudim e repita a operação até à 3ª fatia.
Se possível leve o bolo 15 minutos ao frio para "prender" e ficar mais estável.
De seguida, com uma espátula, barre todo o bolo com o restante pudim, começando pela superfície e continuando pelas laterais, até estar totalmente coberto.
Triture a fatia sobrante, ou os topos do bolo, em migalhas e, com as mãos em concha, espalhe-as pelo topo e laterais do bolo, até que adiram e cubram todo o pudim.
É aconselhável não apertar as migalhas na mão, pois facilmente se aglomeram e perdem o ar leve e solto que devem ter, além de ser mais difícil de aderirem ao pudim.
Conservar no frio até ao momento de servir.

19 de fevereiro de 2016

Queen of Puddings

Quando conheci o projeto lançado pela dupla Lia do Lemon & Vanilla e Susana do Basta Cheio, o Sweet World, fiquei logo rendida. Gosto imenso deste género de desafios, onde somos colocados à prova, onde somos convidados a sair da nossa zona de conforto e a fazer receitas que se calhar de outra forma não faríamos.




A primeira receita proposta, para mim, foi claramente um desafio. É uma receita que dificilmente faria por iniciativa própria, com a qual travei uma grandiosa batalha, e que claramente subestimei. Não é uma receita de todo difícil, muito pelo contrário, mas que eu só consegui que resultasse à terceira tentativa…

Entretanto, a meio de todo o desastroso processo, já era uma questão de orgulho e desafio pessoal! Dava comigo a pensar “serei só eu a ter dificuldades com esta sobremesa? Bolas!” e depois via um desfilar de pudins lindos, de suspirar… e eu sem conseguir fazer um único que fosse! Tenho de confessar que estava a dar cabo do meu orgulho próprio….  J

E depois também não queria, de forma alguma, faltar a um desafio ao qual me tinha proposto responder, desde o primeiro minuto….

Na primeira tentativa segui a versão de Mary Berry sugerida pela Lia, mas o pudim talhou… na segunda, segui a versão sugerida pelo Célio do Sweet Gula do Jamie Oliver, e aqui já correu um pouco melhor; mas como tinha achado o primeiro pudim exageradamente doce, decidi diminuir a quantidade de açúcar no merengue, e como é óbvio, este não ficou brilhante e estaladiço, mas em termos de sabor, sinceramente, foi a versão que mais me convenceu. Na terceira e última, segui novamente a versão do Jamie Oliver, mas acabei por fazer o merengue com a totalidade do açúcar, mas já não levei ao forno, queimei só com o queimador.

E assim, ao final de três tentativas, consegui um Queen of Puddings, que é minimamente digno de ser apresentado J 


Ufa!



Ingredientes (4 doses):
25g de Manteiga
285ml de Leite
100g de Açúcar
85g de Pão Ralado Fresco
Raspa e sumo de 1 Limão
2 Ovos, claras e gemas separadas
2 c. sopa de Compota de Frutos (usei Curd de Laranja – Receita da Anasbageri) – Todas as receitas que tive oportunidade de ver usam compota de frutos vermelhos, e embora a ideia do desafio seja mantermo-nos o mais fiel possível à receita original, eu tomei a liberdade de “fugir” um bocadinho da receita neste ponto e usar curd de laranja, porque pessoalmente apraz-me mais os curd de citrinos, e também porque tendem a ser menos doces…






Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte com manteiga uma forma com cerca de 20cm de diâmetro, ou 4 taças, e reserve.
Leve um tacho ao lume com a manteiga, o leite e 2 colheres de sopa de açúcar. Aqueça sem deixar ferver. 
Numa taça coloque o pão ralado fresco e verta sobre ele o leite. Deixe repousar cerca de 15 minutos para que o leite seja bem absorvido pelo pão. 
Adicione as gemas, a raspa e o sumo de limão e envolva bem.
Verta o preparado na forma reservada e leve ao forno cerca de 25 minutos, até o pudim estar firme e cozido.
Retire o pudim do forno e deixe que arrefeça.
Espalhe a compota sobre o pudim.
Entretanto prepare o merengue, batendo as claras em castelo até que fiquem bem firmes. Vá juntando gradualmente o restante açúcar até o merengue ficar brilhante e macio.
Espalhe o merengue sobre a compota, e com as costas de uma colher dê-lhe o efeito que desejar. Em alternativa, pode usar um saco pasteleiro e espalhar o merengue, fazendo pequenos montinhos.
Leve ao forno por 15 minutos a 160ºC até que o merengue fique ligeiramente dourado, ou queime levemente com um queimador.
Com um maçarico queime ligeiramente o merengue.

Refrigere o pudim até à hora de servir.



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