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24 de fevereiro de 2017

Panna Cotta de Baunilha & Nutella {Vanilla & Nutella Panna Cotta}


Existem sobremesas às quais eu não consigo mesmo resistir… a panna cotta é uma delas. Adoro a sua textura e a sua cremosidade, e adoro ainda o facto de ser uma sobremesa bem versátil, onde, a uma mesma base, podemos juntar vários toppings, creme, compotas, e obtemos sempre uma sobremesa diferente e sempre capaz de saciar a nossa gula.
A receita que trago hoje não é uma novidade… a blogosfera é já bem rica em receitas de panna cotta, mas achei que esta ficaria muito bem na nossa mesa de fevereiro, sendo uma sobremesa delicada e elegante.

Uma sobremesa que nunca desilude.




9 de janeiro de 2017

Pavlova de Tangerina {Tangerine Pavlova}


A primeira vez que fiz uma Pavlova, confessei que esta não é uma das sobremesas que me arrebata. Não posso dizer que a minha opinião tenha mudado muito desde então, mas o certo é que parece que me vai conquistando aos poucos. Visualmente acho-a deslumbrante, e talvez por isso, tal como num feitiço, me senti tentada a voltar a fazer. Esta versão, e talvez por ter colocado casca de tangerina no merengue, deixou-me muito mais agradada. Quem sabe um dia eu me enamore de ti Pavlova ;)


29 de novembro de 2016

Salame de Castanha {Chestnut Salami}


Esta é a terceira e última receita que levei ao showcooking da Feira da Castanha em Trancoso. Talvez tenha sido a que arrancou mais sorrisos. É tão simples e tão saborosa que me sinto tentada a dizer que têm mesmo de a experimentar! É uma receita que até o mais amador e inexperiente na cozinha consegue preparar, com a certeza que o resultado final é perfeito!
Amantes ou não de castanhas, esta é uma receita que agrada a todos.
E já que, oficialmente abro a época natalícia neste blog, deixo a sugestão do que poderá ser uma ideia original para uma prenda de Natal; quer ofereça a receita já elaborada ou os ingredientes acompanhados da receita, terá a certeza de uma prenda capaz de adoçar e alegrar corações.

Espero que sintam inspirados!



28 de setembro de 2016

Cheesecake de Pera & Gengibre com Peras em Mel & Especiarias {Pear & Ginger Cheesecake with Honey Spiced Pears}


A 9ª edição do Sweet World desafia-nos a fazer cheesecakes de forno. De forno.
Gosto de todos os cheesecakes, mas os de forno são os que mais me satisfazem. Por isso, e já tendo com muita pena falhado às duas anteriores edições, queria muito não falhar desta vez. A tarefa também se revelava mais facilitada sendo uma sobremesa que aprecio bastante.

Este cheesecake traz com ele os tons e os sabores do outono. Uma sobremesa bastante perfumada e muito rica em sabor e textura, perfeita num daqueles deliciosos e familiares almoços de domingo.



Infelizmente não cumpre todos os requisitos para o cheesecake perfeito, mas achei que seria um desperdício não o trazer de qualquer das formas, porque é efetivamente uma versão deliciosa. E quem sabe, quem o decida fazer também não tenha um pouco mais de sorte que eu, e saia o cheesecake perfeito.
Conforme a Lia tão bem diz, o cheesecake perfeito tem o seu interior cremoso e aveludado e não pode (ou não deve) estar rachado quando sai do forno.
Ora é aqui que o meu esbarra em grande velocidade, porque quando saiu do forno tinha uma racha que mais parecia o Grand Canyon!   Pois é…não era uma rachinha, era a mãe de todas as rachas!
Mas como já vos disse, seria realmente uma pena não partilhar esta versão convosco, e por isso coloquei no cheesecake o seu vestidinho de domingo e vim com ele à rua J

Lia e Susana espero que ainda assim gostem.



20 de setembro de 2016

Pavlova de Pera [Pear Pavlova]

Esta é a minha estreia no universo das pavlovas. E confesso que estou muito orgulhosa dela.
A tarefa de a trazer inteira até ao cenário das fotos foi extremamente desafiante. Tirar a folha de papel vegetal de debaixo, sem que se partisse toda em pedacinhos, tal qual fosse cristal, foi perfeitamente esgotante! Jamais imaginei que fosse tão quebradiça e tão sensível!
Mas aqui está ela, e para primeira acho que ficou bonita, não perfeita, mas bonita. Falta afinar umas coisinhas pelo meio, mas nada de muito estrutural.


Esta é uma das sobremesas que tem ficado “esquecida”, por razões muito pessoais… sempre tive a sensação que seria uma sobremesa que não me cativaria… e se anteriormente era só uma ideia, agora já posso afirmar com segurança, que não, não me arrebata. Mas cá em casa, tirando eu o meu esposo, e o meu pai, todos os outros “gulosos” lamberam dedos e colheres até à última migalhinha.
Percebo por que arrebata tantos corações, mas não é o meu…
Já em relação às peras, fiquei completamente apaixonada! Vibrantes e deliciosas, com aquele travo meio-ácido no fim que me arrebata por completo.
Aconselho, aos mais gulosos e aos menos, a acompanhar a pavlova com a calda, porque é sem dúvida o complemento perfeito.

Aos apaixonados por esta sobremesa posso garantir que não ficarão desiludidos com esta versão.

9 de setembro de 2016

Tarte de Castanha & Figo {Chestnut and Fig Tart} - Gluten Free

O setembro chegou de uma forma arrebatadora, com uns dias bem intensos a todos os níveis.
Começou com uns dias de um calor perfeitamente anormal e sufocante. Mesmo a fazer valer o ponto de que o verão ainda não terminou, nem nada que se pareça. Felizmente que, entretanto, a temperatura baixou, ainda que de uma forma abrupta.
Entretanto, para muitos, as aulas já começaram, e a criançada lá foi, uns mais animados que outros, uns a começar uma nova etapa das suas vidas, outras na continuação do seu percurso, mas lá foram. Os meus ainda não começaram, mas a agitação com que estão é quase igual a como se já tivessem começado. Dou por mim a desejar que comece bem depressa para esta fase passar o mais rápido possível, e toda a energia acumulada possa ser usada de uma forma mais útil do que a deixar-me de cabelos no ar. A azafama dos livros, dos cadernos, borrachas e afins tem-me esgotado. Mas nem tudo é mau… não… ver a alegria deles, embora cansativo, é muito bom. Saber que gostam da escola e se sentem lá bem é reconfortante e tranquilizador.

No meio de todo este turbilhão de tarefas e emoções, a minha cozinha tem estado a meio-gás, e está a ser difícil voltar à normalidade. Mas devagarinho, muito devagarinho, vai ganhando alento. Continua a fazer-se refeições, obviamente, mas tudo coisas bem simples e sem merecer destaque. As minhas receitas com o ingrediente do mês ainda não passaram do papel…
A receita que trago hoje já foi feita há uns dias atrás, e confesso que estava ansiosa por conseguir publicá-la.
Voltei às tartes com fruta, e juntei dois ingredientes que amo, e que na minha opinião se completam muito bem, os figos e a castanha. Desde a massa ao recheio esta tarte é absolutamente divina no sabor. Viciante talvez seja a melhor palavra para a descrever. Comemos um pedaço, e depois mais outro, e conseguir parar é o grande desafio. 
A qualidade da farinha de castanha da Amálgama, e o seu sabor são claramente postos em evidência nesta receita. A massa fica suave e muito macia, e o sabor do recheio é arrebatador.
Além do seu sabor riquíssimo, esta tarte é bastante especial não só pelos nutrientes que a farinha de castanha oferece, mas também pelo fato de ser uma farinha isenta de glúten, o que a torna uma excelente opção para a dieta dos celíacos. Nesta receita além da farinha de castanha adicionei uma outra farinha isenta de glúten, para que seja completamente glutenfree, e possa também ser apreciada pelas pessoas que são intolerantes a esta proteína.



Espero que se sintam muito inspirados a experimentar esta receita, porque tenho a certeza que a vão adorar.



16 de agosto de 2016

Delícia de Castanha


Já não é segredo a minha paixão por castanhas. Adoro trabalhar este ingrediente, e tem sido uma descoberta bastante interessante usá-lo em receitas que fogem do tradicional e que permitem desfrutar do seu sabor de uma forma não sazonal.
Quando fiz o Cheesecake de Castanha fiquei muito satisfeita, quer com o resultado visual final, mas principalmente com a frescura da sobremesa, tornando possível aos amantes da castanha, como eu, tirar todo o partido do seu sabor em pleno verão.
Hoje repito a sensação. Trago uma sobremesa cheia de sabor, fresca e suave o suficiente para a tornar numa receita maravilhosa para saborear em dias mais quentes.

Para desfrutar bem fresca!

 


23 de julho de 2016

Arroz Doce de Amêndoa com Pêssego



Um primo meu diz que festa que queira merecer o nome de festa tem obrigatoriamente de ter arroz doce!  Estou inclinada em achar que a opinião dele é unicamente baseada no facto de ele ADORAR arroz doce, e ser a sua sobremesa preferida, mas acabo por concordar um pouco com ele…
Arroz doce é uma sobremesa familiar, presença obrigatória nas festas de anos, reuniões de família, Natal, Páscoa… intemporal… que a tia, a avó, a mãe faz sempre… daquelas que há sempre alguém na família que utiliza esta ou aquela técnica, que tem um segredo que torna o SEU arroz doce único e especial.
Mas que está lá sempre… e que até se estranha quando não há…

A versão que trago hoje, é muito diferente da receita tradicional, mas que embora esteja muito longe da versão original, não deixa de ser extremamente agradável, e bastante mais saudável…  é na verdade uma receita especial, sem glúten e sem lactose. 
Gosto de olhar para esta receita como uma versão renovada de uma receita tradicional, à qual acrescentei a doçura e frescura do pêssego!
Espero que gostem.



11 de julho de 2016

Panna Cotta de Nectarina


Juntar a frescura e a leveza de uma panna cotta de coco, a uma saborosa gelatina de nectarina, foi elevar a um novo nível uma sobremesa que adoro.


Além de achar a panna cotta uma sobremesa visualmente cativante, ela é fresca, leve e que podemos saborear (quase) sem sentimentos de culpa…
Se aos seus predicados naturais juntarmos a doçura natural de uma fruta, acabamos com um doce perfeito!



6 de julho de 2016

Tarte de Pêssego



A fruta adiciona uma leveza e uma frescura às receitas sejam salgadas ou doces, que aprecio bastante. No caso do pêssego além da frescura, no fim quando acabamos de mastigar, fica aquele ligeiro travo ácido que me prende e vicia completamente.
Esta tarte é o exemplo perfeito do que acabei de dizer. Deliciosa em qualquer altura do dia, e quase impossível de comer uma só fatia!
Cá em casa fez sucesso, convenceu quem gosta de pouco açúcar – sim não é muito doce- e também os mais gulosos, por ser extremamente agradável.
Espero que se sintam inspirados!




24 de junho de 2016

Panna Cotta de Limão & Alfazema com Geleia

A minha alfazema está linda, linda!!
Este ano plantei mais alguns tipos de lavandas, mas ainda estão muito tímidas. A mais “velhota”, essa sim está no seu esplendor máximo!
Adoro o aroma que espalha pela casa, e o seu sabor continua a apaixonar-me a cada nova experiência.

E inspirada na minha alfazema, hoje trago uma sugestão doce, cremosa e fresca! Com alfazema e limão, dois sabores que gosto imenso, e cuja conjugação contribui para uma sensação de frescura ainda maior.

Puder usar a Geleia com Alfazema da Casa Painova, projeto que já apresentei aqui, foi como a cereja no topo do bolo. Delicioso!





28 de maio de 2016

Salada de Morango e Ananás

Os morangos têm a capacidade de transformar qualquer receita, numa receita diferente e cativante. A sua cor vermelha tem um poder quase que hipnotizante. 

Esta salada de fruta é tão simples quanto deliciosa. É uma daquelas receitas 1, 2, 3 e voilá, com a certeza que agrada a todos.



19 de maio de 2016

Morangos Marinados com Laranja e Hortelã

Esta é uma forma simples e rápida de dar um toque especial aos morangos e torna-los ainda mais saborosos.
Perfeitos para sobremesa ou lanche.



Ingredientes (4 pessoas):
Adaptada da Revista Continente Magazine nº 21
500 a 600g de Morangos
150ml de Sumo de Laranja Natural
2 c. sopa de Folhas de Hortelã fresca, muito picadinhas
2 c. sopa de Xarope de Morango (veja a receita aqui)

Preparação:
  1. Lave e arranje os morangos, retirando o pé e cortando-os aos quartos, para dentro de uma tigela.
  2. Noutra tacinha junte o sumo de laranja, o xarope de morango e a hortelã, e misture.
  3. Regue os morangos com o sumo e deixe marinar durante uns 15 a 20 minutos antes de servir.




Bom Apetite!!

16 de maio de 2016

Cheesecake com Compota de Morango

O blog Cozinha sem Segredos desafiou-nos, pela segunda vez, a fazer uma receita com ingredientes açorianos, mas desta vez o ingrediente que cada participante teria de usar, não só seria segredo para os restantes, como também seria escolhido pela Elisabete, a mentora do blog.
Eu gosto de ser desafiada por isso aceitei de imediato.
Fiquei muito feliz quando soube que o meu ingrediente era bolachas!

Tentei enquadrar o desafio no tema do meu blog para este mês, e assim surgiu este cheesecake com compota de morango e crosta de bolacha mulata dos Açores.

Resta-me desejar um bom dia da Região Autónoma dos Açores!

Espero que gostes Elisabete, beijinho!!



Ingredientes:

Para a base
150g de Manteiga sem Sal

Para o recheio
2 Ovos + 1 Gema
60g de Açúcar
1 pacote (7g) de Açúcar Baunilhado
500g de Queijo Creme
125g de Iogurte Natural
2 c. sopa de Amido de Milho (farinha Maizena©)
1 c. sopa Sumo de Limão
1 pitada de Sal

Para a compota de Morango (rende 250ml)
Receita original do blog Cinco Quartos de Laranja
500g de Morangos, arranjados
250g de Açúcar Gelificante
Sumo de ½ Limão
30g de Vinagre Balsâmico cremoso
1 c. sopa de Extracto de Baunilha


Morangos e Folhas de Hortelã para decoração







Preparação:

Compota
  1. Corte os morangos em pedaços pequenos para uma taça, e adicione os restantes ingredientes e deixe macerar durante 1h.
  2. Coloque a mistura num tacho e leve a lume brando, deixe ferver durante aproximadamente 20 minutos, mexendo de vez em quando.
  3. Retire do lume e deixe arrefecer por completo.



Cheesecake
  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC.
  2. Forre uma forma de fundo amovível com papel vegetal, e reserve. ( eu usei uma forma de 20cm porque gosto de ver os cheesecakes altos, mas se preferir pode usar uma forma maior)
  3. Parta as bolachas e triture-as num robot até ficarem em areia.
  4. Derreta a manteiga e adicione-a às bolachas. Mexa até obter uma massa homogénea. Forre a forma com a massa de bolachas, calcando-a bem. Leve ao congelador, enquanto prepara o recheio.
  5. Coloque os ovos e a gema numa tigela, junte os açúcares e bata até obter um creme fofo.
  6. Adicione o queijo creme e continue a bater, juntando de seguida o sumo de limão, o amido de milho, o sal, e o iogurte. Bata até estar um creme homogéneo.
  7. Retire a forma do congelador, verta o creme de queijo sobre a massa de bolachas e leve ao forno cerca de 30 minutos.
  8. Baixe a temperatura do forno para os 160ºC e cozinhe por mais uns 30 minutos.
  9. Retire do forno e deixe arrefecer por completo, e só depois desenforme.
  10. Espalhe compota de morango por cima e decore com alguns morangos e folhas de hortelã.

Nota: Guarde a compota que sobrar em frascos esterilizados.

23 de março de 2016

Arroz de Castanhas Piladas





Esquecidos por muitos vão certamente os tempos em que era tradição em Alenquer, na semana santa, fazer e comer arroz de castanhas piladas.

Tão esquecidos, que eu não tenho memória desses tempos.

Embora ainda haja algumas famílias e restaurantes da zona que tentam recuperar esta tradição, o facto é que cada vez menos são as pessoas que conhecem e que fazem a receita.

Para isso também contribuirá seguramente o facto de quase já não se conseguir encontrar castanhas piladas à venda. Encontrá-las é quase como que encontrar um tesouro.

Lembro-me bem de a minha tia as ter, como tinha tantos outros frutos secos. E mesmo quem não as fazia tinha a facilidade de encontrá-las à venda nas feiras, ou nas mercearias.

Além de usada em variadas receitas salgadas ou doces, a castanha pilada era também comida como se de um rebuçado se tratasse. Um rebuçado precioso. Punha-se na boca, e depois, lentamente ia-se deixando que a castanha se fosse hidratando, até que se desfazia e libertava todo o seu sabor. Um sabor único. Disso sim tenho memórias! Memórias de miúda!

São as memórias que me dão mais prazer na arte da culinária. Aquele sabor, aquele aroma, aquele determinado ritual à volta de uma determinada receita, e as lembranças afloram. Lembramos locais, pessoas e momentos especiais….. e isso é o mais delicioso de tudo.

Na tentativa de avivar memórias, e contribuir para que esta receita e tradição não se percam, trago-vos o arroz de castanhas piladas.

Importa lembrar que, num contributo histórico, que “em várias localidades da região oeste o arroz de castanha pilada era um prato recorrente durante a semana santa – “quinta-feira santa, sexta-feira de paixão, sábado de aleluia e domingo de ressurreição” – principalmente na quinta-feira e na sexta-feira, altura em que se fazia um jejum mais rigoroso e não se comia qualquer tipo de carne. Nesses dias era habitual as famílias comprarem nas mercearias locais um pacote de castanha pilada (castanha descascada e seca) para confecionarem este prato que era servido como refeição principal e não como sobremesa. Vários relatos referem que na quinta-feira e sexta-feira santas o arroz de castanha pilada era “comido até se ficar enjoado, não se comia mais nada nesses dias”. Em relação à receita atual, alguns testemunhos referem que antigamente o prato era confecionado apenas com água, sem leite e com menos açúcar.” – Texto in Memoriaimaterial Saberes e Sabores Tradicionais

Importa salientar que a elaboração desta receita só foi possível com o contributo da Sweet Castanea, que acredita que a castanha pilada continua a ter o seu espaço, e apostou na sua comercialização. Um bem-haja.

E para os que tiverem curiosidade e queiram (re)avivar memórias, vejam este vídeo:
Não se vão arrepender. Garanto.





Ingredientes:
1kg de Castanha Pilada Sweet Castanea
1kg de Arroz Carolino Pato Real
1Lt de Leite
4 Paus de Canela
800g de Açúcar
125g de Manteiga
Sal q.b.
Canela em Pó para decorar

Nota: As quantidades apresentadas estão tal qual a receita original que encontrei, e que a ser usada como refeição principal durante a semana santa não são quantidades exageradas; contundo, e uma vez que não usei a receita para esse fim, tive necessidade de adaptar as quantidades. Neste caso usei 200g de Castanha Pilada Sweet Castanea, e ajustei os restantes ingredientes.

Modo de preparação:
Deixe as castanhas piladas de molho de um dia para o outro.
No dia seguinte, coza as castanhas com um pouco de sal.
Quando a cozedura estiver concluída escorra as castanhas e reserve a água. Junte a água das castanhas a um pouco de água quente que vai servir para cozer o arroz.
Quando o arroz estiver meio cozido e com pouca água junte o leite e os paus de canela, e deixe acabar de cozer.
Quando o arroz estiver bem cozido junte o açúcar, mexa e junte a manteiga e a castanha cozida. Deixe um pouco mais ao lume, sem que deixe secar.
Retire do lume e deixe repousar alguns minutos.
Distribua por pequenos recipientes e enfeite com canela em pó.


Nota: O açúcar só deve ser colocado depois do arroz estar bem cozido porque senão encrua o arroz.

19 de fevereiro de 2016

Queen of Puddings

Quando conheci o projeto lançado pela dupla Lia do Lemon & Vanilla e Susana do Basta Cheio, o Sweet World, fiquei logo rendida. Gosto imenso deste género de desafios, onde somos colocados à prova, onde somos convidados a sair da nossa zona de conforto e a fazer receitas que se calhar de outra forma não faríamos.




A primeira receita proposta, para mim, foi claramente um desafio. É uma receita que dificilmente faria por iniciativa própria, com a qual travei uma grandiosa batalha, e que claramente subestimei. Não é uma receita de todo difícil, muito pelo contrário, mas que eu só consegui que resultasse à terceira tentativa…

Entretanto, a meio de todo o desastroso processo, já era uma questão de orgulho e desafio pessoal! Dava comigo a pensar “serei só eu a ter dificuldades com esta sobremesa? Bolas!” e depois via um desfilar de pudins lindos, de suspirar… e eu sem conseguir fazer um único que fosse! Tenho de confessar que estava a dar cabo do meu orgulho próprio….  J

E depois também não queria, de forma alguma, faltar a um desafio ao qual me tinha proposto responder, desde o primeiro minuto….

Na primeira tentativa segui a versão de Mary Berry sugerida pela Lia, mas o pudim talhou… na segunda, segui a versão sugerida pelo Célio do Sweet Gula do Jamie Oliver, e aqui já correu um pouco melhor; mas como tinha achado o primeiro pudim exageradamente doce, decidi diminuir a quantidade de açúcar no merengue, e como é óbvio, este não ficou brilhante e estaladiço, mas em termos de sabor, sinceramente, foi a versão que mais me convenceu. Na terceira e última, segui novamente a versão do Jamie Oliver, mas acabei por fazer o merengue com a totalidade do açúcar, mas já não levei ao forno, queimei só com o queimador.

E assim, ao final de três tentativas, consegui um Queen of Puddings, que é minimamente digno de ser apresentado J 


Ufa!



Ingredientes (4 doses):
25g de Manteiga
285ml de Leite
100g de Açúcar
85g de Pão Ralado Fresco
Raspa e sumo de 1 Limão
2 Ovos, claras e gemas separadas
2 c. sopa de Compota de Frutos (usei Curd de Laranja – Receita da Anasbageri) – Todas as receitas que tive oportunidade de ver usam compota de frutos vermelhos, e embora a ideia do desafio seja mantermo-nos o mais fiel possível à receita original, eu tomei a liberdade de “fugir” um bocadinho da receita neste ponto e usar curd de laranja, porque pessoalmente apraz-me mais os curd de citrinos, e também porque tendem a ser menos doces…






Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte com manteiga uma forma com cerca de 20cm de diâmetro, ou 4 taças, e reserve.
Leve um tacho ao lume com a manteiga, o leite e 2 colheres de sopa de açúcar. Aqueça sem deixar ferver. 
Numa taça coloque o pão ralado fresco e verta sobre ele o leite. Deixe repousar cerca de 15 minutos para que o leite seja bem absorvido pelo pão. 
Adicione as gemas, a raspa e o sumo de limão e envolva bem.
Verta o preparado na forma reservada e leve ao forno cerca de 25 minutos, até o pudim estar firme e cozido.
Retire o pudim do forno e deixe que arrefeça.
Espalhe a compota sobre o pudim.
Entretanto prepare o merengue, batendo as claras em castelo até que fiquem bem firmes. Vá juntando gradualmente o restante açúcar até o merengue ficar brilhante e macio.
Espalhe o merengue sobre a compota, e com as costas de uma colher dê-lhe o efeito que desejar. Em alternativa, pode usar um saco pasteleiro e espalhar o merengue, fazendo pequenos montinhos.
Leve ao forno por 15 minutos a 160ºC até que o merengue fique ligeiramente dourado, ou queime levemente com um queimador.
Com um maçarico queime ligeiramente o merengue.

Refrigere o pudim até à hora de servir.



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